UFJF - Universidade Federal de Juiz de Fora

ESTRESSE ACADÊMICO: adaptação e evidências psicométricas de uma medida

Erlândio Andrade de Sousa, Gleidson Diego Lopes Loureto, Leogildo Alves Freires, Renan Pereira Monteiro, Valdiney Veloso Gouveia

Resumo


O presente estudo objetivou investigar as propriedades psicométricas da Escala de Estresse Acadêmico (EEA), por meio de dois estudos. O Estudo 1 contou com a participação de 200 estudantes universitários, os quais responderam a EEA e perguntas demográficas. Uma análise fatorial revelou uma solução unifatorial, indicando consistência interna adequada. Ademais, via teoria de resposta ao item, os itens da EEA mostraram-se discriminativos, exigindo baixa e moderada quantidade de traço latente para serem endossados. No Estudo 2, 207 estudantes universitários responderam aos mesmos instrumentos. Através da análise fatorial confirmatória corroborou-se a estrutura unifatorial preconizada. Conclui-se que esta medida mostrou-se psicometricamente adequada para utilização em futuras pesquisas acerca do estresse acadêmico no Brasil, podendo fomentar ações de assistência psicológica aos estudantes.


Palavras-chave


Estresse; Estudantes universitários; Escala; Validade

Texto completo:

PDF

Referências


Abelson, R. P. (1985). A variance explanation paradox: When a little is a lot. Psychological Bulletin, 97(1), 129-133. doi: 10.1037/0033-2909.97.1.129

Arnetz, B. B., & Ekman, R. (2006). Stress in Health and Disease. Darmstadt: Wiley-VCH.

Awino, J. O., & Agolla, J. E. (2008). A quest for sustainable quality assurance measurement for universities: case of study of the University of Botswana, Educational Research and Review, 3(6), 213-218. Recuperado de, https://eric.ed.gov/?id=EJ893989

Baker, F. B. (2001). The basics of item response theory. Washington, DC: ERIC Clearinghouse on Assessment and Evaluation.

Bedewy, D., & Gabriel, A. (2015). Examining perceptions of academic stress and its sources among university students: The Perception of Academic Stress Scale. Health Psychology Open, 2(2), 1-9. doi: 10.1177/2055102915596714

Brown, T. A. (2015). Confirmatory factor analysis for applied research. New York: The Guilford Press.

Cohen, R. J., Swerdlik, M. E., & Sturman, E. D. (2014). Testagem e Avaliação Psicológica: Introdução a Testes e Medidas. (8º ed) São Paulo: AMGH.

Costa, A. L. S., & Polak, C. (2009). Construção e validação de instrumento para Avaliação de Estresse em Estudantes de Enfermagem (AEEE). Revista da Escola de Enfermagem da USP, 43(spe), 1017-1026. doi: 10.1590/S0080-62342009000500005

Fairbrother K., & Warn, J. (2003). Workplace Dimensions, Stress and Job Satisfaction, J. Managerial Psychol. 18(1), 8-21. doi: 10.1108/02683940310459565

Faro, A. (2015). Estresse e distresse: estudo com a escala de faces em Aracaju (SE). Temas em Psicologia, 23(2), 341-354. doi: 0.9788/TP2015.2-08

Feldt, R. C. (2008). Development of a Brief Measure of College Stress: The College Student Stress Scale. Psychological Reports, 102(3), 415 – 426. doi: 10.2466/pr0.102.3.855-860

Furtado, E. S., Falcone, E. M. O., Clark, C. (2003). Avaliação do estresse e das habilidades sociais na experiência acadêmica de estudantes de medicina de uma universidade do Rio de Janeiro. Interação em Psicologia, 7(2), 43-51. doi: 10.5380/psi.v7i2.3222

García, N. B., & Zea, R. M. (2011). Estrés Académico. Revista de Psicología Universidad Antioquia, 3(2), 65-82. Recuperado em http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2145-48922011000200006&lng=pt&tlng=es

García-Ros, R., Pérez-González, F., Pérez-Blasco, J., & Natividad, L. A. (2012). Evaluación del estrés académico en estudiantes de nueva incorporación a la universidad. Revista Latinoamericana de Psicología. 44(2),143-154. doi: 10.14349/rlp.v44i2.1038

Hasel, K. M., Abdolhoseini, A., & Ganji, P. (2011). Hardiness training and perceived stress among college students. Procedia-Social and Behavioural Sciences, 30, 1354 –1358. doi: 10.1016/j.sbspro.2011.10.262

Holgado-Tello, F. P., Chacón-Moscoso, S., Barbero-García, I., & Vila-Abad, E. (2010). Polychoric versus Pearson correlations in exploratory and confirmatory factor analysis of ordinal variables. Quality & Quantity, 44(1), 153-166. doi: 10.1007/s11135-008-9190-y

Jex, S. M. (1998). Stress and job performance. Londres: Sage.

Kahn, A. P. (2006). The Encyclopedia of Stress and Stress-Related Diseases (2ª ed.). New York, NY: Facts on File.

Kim, M. J., Park K. H., Yoo, H. H., Park, IeB, & Yim, J. (2014). Development and validation of the medical student stress scale in Korea. Korean Journal of Medical Education, 26(3), 197-208. doi: 10.3946/kjme.2014.26.3.197

Kohn, J. P., & Frazer, G. H. (1986). An academic stress scale: identification and rated importance of academic stressors. Psychological Reports, 59(2), 415 – 426. https://doi.org/10.2466/pr0.1986.59.2.415

Lazarus, R. S., & Folkman, S. (1984). Stress, appraisal, and coping. New York, NY: Springer.

Lazarus, R. S. (1995). Psychological stress in the workplace. In R. Crandall, & P. L. Perrewé (Orgs.), Occupational stress: A Handbook (pp. 3-14). Washington: Taylor & Francis.

Lemma, S., Gelaye, B., Berhane, Y., Worku, A., & Williams, M. A. (2012). Sleep quality and its psychological correlates among university students in Ethiopia: a cross-sectional study. BMC Psychiatry, 12(237), 1-7. doi: 10.1186/1471-244X-12-237

Li, L., Hu, H., Zhou, H., He, C., Fan, L.,Liu, X., et al. (2014). Work stress, work motivation and their effects on job satisfaction in community health workers: a cross-sectional survey in China. BMJ, 4(6),1-9. doi: 10.1136/bmjopen-2014-004897

Lorenzo-Seva, U., & Ferrando, P. J. (2013). FACTOR 9.2: A Comprehensive Program for Fitting Exploratory and Semiconfirmatory Factor Analysis and IRT Models. Applied Psychological Measurement, 37(6), 497-498. doi: 10.1177/0146621613487794

Lorenzo-Seva, U., Timmerman, M. E., & Kiers, H. A. L. (2011). The Hull Method for Selecting the Number of Common Factors. Multivariate Behavioral Research, 46(2), 340-364. doi: 10.1080/00273171.2011.564527

Loureiro, E. M. F., McIntyre, T. M., Mota-Cardoso, R., & Ferreira, M. A. (2009). Inventário de Fontes de Estresse Acadêmico no Curso de Medicina (IFSAM). Revista Brasileira de Educação Médica. 33(2), 191 – 197. doi: 10.1590/S0100-55022009000200005

Lund, H. G., Reider, B. D., Whiting, A. B., & Prichard, J. R. (2010). Sleep patterns and predictors of disturbed sleep in a large population of college students. Journal of Adolescent Health, 46(2), 124-32. doi: 10.1016/j.jadohealth.2009.06.016

Monteiro, C. F. S., Freitas, J. F. M., & Ribeiro, A. A. P. (2007). Estresse no cotidiano acadêmico: o olhar dos alunos de Enfermagem da Universidade Federal do Piauí. Escola Anna Nery, 11(1), 66-72. doi: 10.1590/S1414-81452007000100009

Paschoal, T., & Tamayo, Á. (2004). Validação da escala de estresse no trabalho. Estudos de Psicologia (Natal), 9(1), 45-52. doi: 10.1590/S1413-294X2004000100006

Pasquali, L. (2003). Psicometria: teoria dos testes na psicologia e na educação. Petrópolis, RJ: Vozes.

R Core Team (2015). R: A language and environment for statistical computing. R Foundation for Statistical Computing, Vienna, Austria. Recuperado de http://www.R-project.org/.

Roorda, D. L., Koomen, H. M. Y., Spilt, J. L., & Oort, F. J. (2011). The influence of affective teacher-student relationships on students' school engagement and achievement: A meta-analytic approach. Review of Educational Research, 81, 493-529. doi: 10.1007/s10648-011-9170-y

Rosseel, Y. (2012). Lavaan: An R Package for Structural Equation Modeling. Journal of Statistical Software, 48(2), p. 1-36. doi: 10.18637/jss.v048.i02

Samejima, F. (1969). Estimation of a latent ability using a response pattern of graded scores. Psichometrika Monograph, 34(4). Recuperado de, http://psycnet.apa.org/record/1972-04809-001

Santos, A. F. (2010). Determinantes psicossociais da capacidade adaptativa: Um modelo teórico para o estresse (Tese de Doutorado). Universidade Federal da Bahia, Salvador, BA. Recuperado de https://pospsi.ufba.br/sites/pospsi.ufba.br/files/andre_faro_tese.pdf

Santos, V. E. P., & Radünz, V. (2011). O estresse de acadêmicas de enfermagem e a segurança do paciente. Revista Enfermagem UERJ, 19, 616-620. Recuperado de www.facenf.uerj.br/v19n4/v19n4a19.pdf

Schaufeli, W. B., Martínez, I. M., Pinto, A. M., Salanova, M., & Bakker, A. B. (2002). Burnout and engagement in university students: A cross-national study. Journal of Cross-Cultural Psychology, 33, 464-481. doi: 10.1177/0022022102033005003

Scott, P. (2017). Student perception of college value: Opportunities for future research. Scholarship of Teaching and Learning in Psychology, 3(4), 299-303. doi: 10.1037/stl0000097

semTools Contributors. (2016). semTools: Useful tools for structural equation modeling. R package version 0.4-12. Recuperado de http://cran.r-project.org/package=semTools

Silva, R. M., Goulart, C. T., Lopes, L. F. D., Serrano, P. M., & Guido, L. A. (2014). Estresse e hardiness entre residentes multiprofissionais de uma universidade pública. Revista de Enfermagem da UFSM, 4(1), 87-96. doi: 10.5902/217976928921

Tabachnick, B. G., & Fidell, L. S. (2013). Using multivariate statistics (6th ed). Boston, MA: Allyn and Bacon.

Tanure, B., Neto, A. C., Santos, C. M. M., & Patrus, R. (2014). Estresse, doença do tempo: Um estudo sobre o uso do tempo pelos executivos brasileiros. Estudos e Pesquisas em Psicologia, 14, 65-88. Recuperado de http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1808-42812014000100005&lng=pt&tlng=pt.

Umann, J., Silva, R. M., Benavente, S. B. T., & Guido, L. A. (2014). O impacto das estratégias de enfrentamento na intensidade de estresse de enfermeiras de hemato-oncologia. Revista Gaúcha de Enfermagem, 35(3), 103-110. doi: 10.1590/1983-1447.2014.03.44642

Witter, G. P. (1997). Estresse e desempenho nas matérias básicas: variáveis relevantes. Estudos de Psicologia, 14(2), 3-10. doi: 10.1590/S0103-166X1997000200001

Yazdani, M., Rezaei, S., & Pahlavanzadeh, S. (2010). The effectiveness of stress management training program on depression, anxiety and stress of the nursing students. Iranian Journal of Nursing and Midwifery Research, 15, 208–215. doi: 10.1111/appy.12084




DOI: https://doi.org/10.24879/2018001200300532

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


 

 

   Revista Psicologia em Pesquisa

   Vinculada ao Programa de Pós-graduação em Psicologia

   Universidade Federal de Juiz de Fora
   Departamento de Psicologia – ICH
   Campus Universitário – Bairro Martelos
   Juiz de Fora – MG - CEP: 36036-330

   E-mail: revista.psicologiaempesquisa@ufjf.edu.br

   e-ISSN 1982-1247

   DOI: 10.24879


   INDEXADORES



            

 

 

                       

Universidade Federal de Juiz de Fora